terça-feira, 30 de agosto de 2011

Chaos Guilt

achei meu pen!!! aki o Chaos Guilt com muito mais coisa

Crônicas das Feras do Caos

Chaos Guilt

Prólogo


Há mais de 100 anos a população mais pobre da humanidade vem sendo escravizada pelos mais ricos, durante muito tempo eles agüentaram , até que um pequeno grupo de rebeldes resolveu lutar pela liberdade, entre os rebeldes um grupo menor que se ato denominava Chaos Guilt criaram um plano que deveria ser a prova de falhas...
-Como faremos isso?
-Talvez demore um pouco, mas temos que ver toda a rotina dela.
-Não, isso faria nosso plano ficar muito previsível. Mas talvez ainda seja possível seguirmos ela, fica até mais rápido e fácil. Hoje o parque vai estar aberto, ela ainda é jovem então vai estar no parque com certeza.
Após a discussão, se prepararam para ir até o parque, pegaram equipamentos e saíram...

Capitulo 1 – O Seqüestro


No parque Brian, um dos membros do Chaos Guilt, ficou andando disfarçadamente, para não levantar suspeitas, estava usando uma calça jeans e camisa preta, por cima da camisa estava um sobre tudo que escondia os equipamentos que iria utilizar para realizar o plano, seu cabelo era vermelho e longo até a altura dos ombros, seus olhos eram de uma cor diferente, eram vermelhos como sangue, em outro lugar do parque estava Rafael, outro membro do Chaos Guilt, estava com uma bermuda bege e camisa branca, seu cabelo era castanho e curto, seus olhos também eram castanhos, caminhava ao lado de uma garota que estava com um vestido branco, seus olhos eram cor de mel e seu cabelo loiro que se escorria pelos ombros até a altura da cintura, estava com um celular em sua mão e falava com muito entusiasmo, ela e o Rafael olhavam disfarçadamente para a entrada do parque, como se estivessem esperando alguém entrar.
-Ah! Claro amor eu não vou esquecer de ir até sua casa mais tarde... – subitamente ela para e fala em um tom mais serio -... Ela chegou se prepare para executar o plano.
Do outro lado do parque estava uma garota ruiva com uma calça jeans e uma blusa vermelha, seus olhos eram vermelhos como os de Brian, estava com um celular e falando alegremente, andou até ficar próxima do Brian.
-Esta na hora.
Brian vira as costas para a garota e começa a andar em direção há entrada do parque, a garota corre um pouco para acompanhar ele, ela achou estranho o olhar do Brian e resolveu perguntar.
-Hã... Brian você esta bem?
-Ainda não acho certo você ter vindo junto.
-Mas eu vim do mesmo jeito.
-Pelo menos fique perto de mim, isso pode ficar perigoso para alguém como você.
-Entendi, mas você não me respondeu.
-Não se preocupe com isso agora Daniele.
-Eu me preocupo sim, você é meu único irmão, e mesmo assim fica se arriscando desse jeito, eu não quero ficar sozinha de novo.
-... Desculpe Dani, vem aqui – Brian da um abraço nela – Vem, vamos acabar com isso logo e voltar pra casa.
Brian e sua irmã foram andando até chegarem perto da roda gigante do parque, onde estava uma moça de vestido rosa e dois homens com terno, ela era a filha de um dos nobres, seu nome era Samantha, seus olhos eram cor de mel e seu cabelo dourado descia pelos ombros, e terminava no meio das costas, os homens que estavam com ela provavelmente eram seus seguranças. Rafael começou a se aproximar e então jogou uma bomba de fumaça no chão, a fumaça cobriu uma grande parte do parque. Brian correu segurando sua irmã até onde estava a Samantha e pegou o braço dela também, porém assim que tentou fugir, uma segunda explosão abriu um grande buraco no chão, levando eles direto para o esgoto da cidade, a distancia até a superfície era muito grande, Brian preocupado com sua irmã, abraçou-a com força e se colocou abaixo dela, segurou também a Samantha para que ela não se machucasse, o impacto fez com que eles desmaiassem por um tempo.
Algumas horas depois, Daniele acordou e olhou em volta, viu a Samantha ainda desmaiada e seu irmão que estava no mesmo estado que Samantha, Daniele começou a ficar desesperada, tentando acordar o irmão, porém com todo o barulho que ela estava fazendo, algumas pedras cairão, quase acertando eles, então ela  parou e começou a chorar baixinho, ficou chorando perto do irmão.
-Onde eu estou?
Daniele olha para o lado e vê que Samantha estava acordada, uma fúria começa tomar conta de Daniele que avança contra a Samantha, ainda com os olhos cheios de lagrima, acaba caindo antes de chegar até a garota.
-Você esta bem menina? Por que esta chorando?
-Meu irmão não acorda... BWWAAHHH!
-Bem ele deve está muito cansado, como viemos parar aqui?
-Nós caímos, ele nos protegeu durante a queda.
-Provavelmente meus seguranças viram até aqui para me buscar.
-Eu duvido muito, o buraco se fechou assim que encostamos no chão, parece até que foi algum tipo de dispositivo para trazer você aqui.
-Mas isso é impossível, ninguém iria fazer isso com...
-Isso é o que você pensa... Nunca pensou que alguém queira te matar senhorita Samantha... – Brian finalmente estava acordando, porem estava demonstrando estar muito fraco – Seus seguranças que você tanto confia, seus supostos amigos... Talvez até mesmo seus parentes estejam tentando te matar.
-Mas Por que iriam querer minha morte? Eu não fiz nada de errado.
-... Eles querem criar o caos, assim terão desculpa para começar uma nova guerra... – Brian chega a cair novamente.
-Irmão, descanse um pouco, não posso perder você agora. – disse Daniele com um tom de quem havia chorado muito.
Brian olhou para a irmã, e fez sua vontade, não queria que a irmã chorasse ainda mais.
-Uma guerra, não meu pai não permitiria isso, ele ama a paz. – disse Samantha
-Você não sabe quem nós somos, eu sou Brian Keruberosu e está que esta... – Brian diz com a voz rouca e um pouco fraca.
-Eu sou Daniele Keruberosu, nós somos quase mercenários, porém só fazemos os trabalhos que sejam bons para os humanos, sem distinção de posição social, recebemos a missão de matar você há duas semanas, nós recusamos a missão, não é do nosso interesse matar uma pessoa inocente, muito menos matar alguém.
Brian começou a se levantar, e começou a caminhar pelo local, estava mancando e seu braço esquerdo estava quebrado.
-Não tem saída, estamos presos.
Brian para em frente de uma das pedras que haviam caído, e resolve se sentar para descansar, Daniele vai atrás dele e senta ao seu lado, Samantha não conseguia entender ele, era como se ele estivesse tentando entrar em sua mente.
-Você falou que seu nome é Keruberosu. Nunca ouvi falar dessa família.
-Não me surpreende, nossa família só é útil durante tempos de guerra, seu avô foi quem fez com que nós perdêssemos nossos pais, graças a guerra para conseguir esse simples pedaço de uma jóia antiga.
No parque, os seguranças não pareciam se preocupar com o que tinha acontecido, estavam calmos demais enquanto iam embora. Rafael se virou para a garota que estava com ele com uma cara de preocupado.
-Não ta adiantando ligar para a Dani, deve estar muito longe da superfície.
-Fernanda você não acha que eles estão nas ruínas do metro de cem anos atrás?
-Talvez esteja nas ruínas mesmo Rafael.
Brian estava calmo, e sua irmã havia pegado no sono ao lado dele, com a cabeça apoiada em seu ombro, Samantha estava andando de um lado para o outro, quando parou olhou para o Brian e viu que a Daniele estava com a cabeça deitada no braço esquerdo que estava quebrado.
-Não esta doendo?
-Não, ela é bem leve, eu sempre cuidei dela, até quando nossos pais eram vivos, eles maltratavam ela sabe, eu não deixava que eles encostassem nela, eu desafiava eles... Isso eu posso contar depois agora vamos sair daqui. Dani vem aqui, vou carregar você.
-Me deixa... Dormir mais... Um pouco... – disse Daniele ainda dormindo
Brian a pegou nas costas e se virou para a pedra que estava atrás dele, Samantha olhou estranho para o Brian.
-Seu braço esquerdo não estava quebrado?
Brian olha para trás e faz um sinal de que irá explicar depois, ele encosta na pedra com a mão esquerda e varias linhas douradas passam pela pedra, formando uma cruz dourada e a pedra se quebra em vários pedaços, Samantha fica com um olhar de surpresa.
-Vamos? – Diz Brian sem olhar para traz.
-Va-vamos. – Samantha responde, demonstrando estar confusa com o que aconteceu.
Brian foi andando com sua irmã nas costas e Samantha o seguia de perto, o lugar era úmido e escuro, porém Brian estava andando como se estivesse vendo todo o caminho, tinha momentos que ele até avisava sobre deformações no solo, e também as pedras que iam cair.
-Como você esta enxergando nessa escuridão toda? – perguntou Samantha curiosa.
-Mais tarde vou responder todas suas duvidas, no momento você deve seguir sem fazer perguntas.
-Mas assim parece que eu estou sendo seqüestrada.
-E é isso mesmo que esta acontecendo, para que você não morra, e sabendo que você não ia nos ouvir, resolvemos seqüestrá-la.
-Isso é muita maldade da parte de vocês, e ainda fala como se soubesse de muita coisa que eu não sei.
Eles continuaram a caminhar pela escuridão até chegarem a um lugar com varias barracas.
-Temos que sair daqui rápido ou teremos muitos problemas, não sabia que estávamos aqui. – Disse Brian.
-Onde estamos exatamente? – Perguntou Samantha.
-Estamos em um lugar muito perigoso, aqui são as antigas estações de metro, talvez sejamos atacados se ficarmos parados. – disse Brian
Brian começou a andar mais rápido mesmo com a Daniele em suas costas, Samantha estava logo atrás dele, o lugar estava começando a ficar iluminado, e Samantha percebeu algumas casas e muitos trens em pedaços e em ruínas, outros estavam destruídos e enferrujados por conta da umidade. Brian parou dentro de um dos trens e colocou sua irmã em um dos bancos, pediu para Samantha ficar abaixada.
-Dani, acorda mana. – disse Brian com calma
-Oi... – disse Daniele com sono ainda
-Eu sei que você esta cansada, mas onde esta seu celular?
-... Meu celular... Acho que ele caiu e quebrou na queda... - disse Daniele demonstrando ainda mais sono.
-Droga. – disse Brian
-Des... culpa – Daniele caiu no sono novamente
-Ela está bem? – perguntou Samantha com um tom de preocupação
-Ela está cansada só isso, você não teria um celular teria?
-Aqui, mas esta sem sinal.
-Que pena, vamos ter que sair daqui por nossa conta. Temos que ser cuidadosos, vamos andar por dentro dos trens.
-Tem certeza que não é perigoso?
-Perigoso, é claro que é perigoso, porém sem um celular que funcione aqui em baixo não vou conseguir chamar os outros.
Brian pegou a Daniele novamente nas costas e eles foram andando por dentro dos trens para evitarem serem vistos pelos que moravam no subterrâneo. Aqueles que moravam no subterrâneo eram agressivos e tinham a fama de comer carne humana dos que vinham da superfície, eles gostavam do escuro daquelas catacumbas, pareciam ser civilizados e educados, mas era fácil ver que eles eram perigosos.
De repente Brian parou em frente à entrada de outro trem, esse parecia ser o ultimo para que eles conseguissem sair das catacumbas, alguém estava bloqueando a saída, era um homem com óculos e uma roupa preta, não dava pra distinguir o que era a blusa ou o que era a camisa, em sua mão estava uma arma, mais precisamente um revolver calibre 45 que estava apontado para o Brian, Samantha pensou em correr, porém assim que virou percebeu que não tinha como fugir, eles estavam cercados.

1.1  Batalha nas catacumbas


-Vocês não vão fugir, a não ser que queira negociar, que tal?
Brian percebeu que ele estava olhando diretamente para a Daniele, sua cara estava demonstrando que ele iria devorá-la.
-Se eu não quiser o que vai acontecer? – perguntou Brian.
-Ai teremos que tomar a força, você acha que pode contra todos nós?
Brian ficou quieto e começou a andar, puxou a Samantha e quando estavam do lado de fora, ele viu que não era só revolveres que estavam apontados para eles, havia também AK-47 e lança chamas. Brian andou até um canto e colocou sua irmã e cobriu-a com sua blusa.
-Cuide dela Samantha, agora você vai entender porque minha família só é lembrada nas guerras.
Brian começou a andar em direção aos inimigos armados, foi então que Samantha percebeu, ele estava desarmado. Os tiros começaram no mesmo momento que Brian começou a correr, por mais impossível que fosse, Brian estava desviando dos tiros com facilidade, seus movimentos lembravam os de uma fera selvagem, Brian estava atacando com chutes e socos, vários inimigos já haviam caído, então o mesmo cara que havia parado eles pegou um lança chamas e conseguiu atingir ele, os outros com lanças chamas também aproveitaram e começaram a soltar suas chamas até que um incêndio começou, o incêndio era pequeno e não demonstrava que iria crescer.
-Brian! – gritou Samantha.
- Não adianta gritar, agora vocês vão ser nosso almoço.
Então um brilho estranho apareceu no meio do fogo, somente um dos inimigos havia visto o brilho e pensou não ser nada. Os subterrâneos levaram as duas para a vila deles.
-Vejam e aproveitem, pois essa será a ultima coisa que iram ver. – disse um deles
-Não se preocupem, não vai doer muito, claro que se vocês quiserem, podem tentar me convencer a matá-las antes de colocá-las no fogo. – disse o outro
-Vejo que vocês voltaram com nossos intrusos, fez muito bem Renard.
-Não foi tão difícil senhorita Anami.
-Vejamos o que temos aqui – disse Anami indo em direção das duas garotas e olhando atentamente para ambas – uma nobre, provavelmente filha de algum político, e essa outra, interessante, ela parece ser uma das rebeldes, ponham ambas no caldeirão agora mesmo! – ordenou Anami.
Enquanto isso no campo de batalha, um dos inimigos ainda estava no local, e não estava sozinho, eram pelo menos dez deles, estavam recolhendo os destroços da batalha e procurando o corpo do Brian, após realizarem uma limpeza em todo o perímetro e não acharem nada, um deles se virou para o outro e disse:
-Volte e diga que o corpo não esta aqui, talvez este cara ainda esteja vivo.
-Sim, eu vou e vocês continuem procurando, se ele estiver vivo estará muito ferido para correr.
Assim que ele saiu os outros se viraram para procurar e para a surpresa deles lá estava Brian, sua camisa estava queimada e em seu braço direito um brilho vermelho, no braço esquerdo o brilho era dourado, eles começaram a disparar com suas armas para matá-lo, porem os tiros pararam no ar.
-Não sabia que vocês me forçariam a utilizar tanta força, pensei que seria mais fácil adeus. – disse Brian e encostou a mão esquerda no chão.
O brilho dourado se espalhou por todo o solo, então com uma simples pressão a mais no solo, o chão cedeu, ficando somente o local que ele estava.
-Esse é o meu verdadeiro poder, vocês não teriam chances contra isso.

1.2 Keruberosu


Brian ainda agachado fechou os olhos, então um caminho começou a se criar há sua frente, ele levantou e começou a caminhar pelo caminho de pedra, após passar pelo caminho começou a correr a caminho da vila em que Daniele e Samantha estavam durante o caminho se lembrou do seu passado... Mais precisamente há cinco anos.
“Brian estava em uma sala com vários outros homens, todos com roupas nobres, até mesmo Brian estava com uma roupa mais nobre, porém ele estava com a mente distante e não estava prestando atenção no assunto daquela reunião.
-Brian preste atenção! Isso é muito importante.
-Esta bem pai, me desculpe, por favor, podem repetir o que haviam dito? – disse Brian de uma maneira formal
-Estávamos falando sobre a profecia que foi feita, sobre o único que nasceria sem a marca da nossa família, assim que completasse treze anos iria causar a destruição da nossa família, até agora só nasceu uma criança assim, e irá completar treze anos daqui a três dias, e ela é sua filha Astaro, você deve cuidar disso o quanto antes.
-A Daniele não possui a marca, mas também não pode usar os mesmos poderes que nós podemos, ela não é uma ameaça real. – disse Brian ainda com o tom formal.
-Mesmo assim filho, ela pode ser um fardo para nós caso tenhamos que lutar contra alguma outra família. – disse Astaro.
Após esse comentário Brian saiu da sala com a desculpa de que estava com dor de cabeça, foi direto para casa, e chagando lá foi para seu quarto e deitou em sua cama, a porta se abriu devagar e uma garotinha entrou.
-Irmão você esta bem? – disse a garotinha.
-Seu irmão aqui está um pouco cansado só isso Dani – Brian colocando a mão na cabeça da garotinha. – você quer brincar não é?
-Hmm... Na verdade eu quero ir ver as flores do jardim da nossa família, você me leva lá?
-Levo sim, já esta pronta?
-Vou me arrumar e já venho.
Ela saiu do quarto do Brian feliz, porém Brian estava com uma cara triste.
-Eles querem matar uma criança inocente, só por causa de uma profecia inútil.
Brian se levantou e quando estava abrindo a porta sua irmã já estava lá.
-Vamos? – disse a garota com um sorriso animado em sua face.
-Vem aqui maninha – Brian pegou a garota e colocou-a nas costas – vou levar você assim.
A garota abraçou Brian com força enquanto estava em suas costas, chegaram ao jardim e Brian foi descansar em baixo de uma das poucas árvores que havia no local, enquanto a Daniele estava pegando flores, de vez em quando ela olhava para o irmão.
-Irmão olha o que eu fiz!
-Nossa, uma pulseira de flores – disse Brian – pra você mana.
Brian pegou uma coroa feita com flores e colocou na cabeça de irmã.
-Aqui está ela, peguem ela agora e levem até o altar para que ela seja morta. – disse um guerreiro que havia aparecido lá.
-Desculpe mana, me desculpe mesmo... – disse Brian
-O que esta havendo? Irmão pra onde eles estão me levando?
-Desculpe-me... – disse Brian antes de se virar e ir embora
-... Irmão, eu... eu te desculpo sim... – disse Daniele com os olhos cheios de lagrimas
Brian voltou para sua casa e foi para seu quarto.
-Por que eu não fiz nada? Medo? Não posso sentir medo, ela é minha irmã. – dizendo isso Brian saiu de seu quarto e foi até o local que sua irmã ia ser executada.
Chegando ao local, Brian foi barrado por alguns guardas.
-Me desculpe senhor Brian, mas você não pode ir.
-Então irei forçar a passagem. – disse Brian levantando a mão direita.
Dentro do local estavam praticamente todos da família do Brian, eles viram os dois soldados voando por todo o local.
-O que esta havendo? Soldados a executem agora mesmo! O que você esta fazendo aqui?
-Desculpem, mas não posso deixar que façam mal a minha irmãzinha. – disse Brian
-Irmão, cuidado! – gritou Daniele
Três soldados o atacaram, Brian não se moveu e recebeu o ataque.
-Irmão, por que você não saiu da frente?
-Se eu saísse você seria atingida e morreria, eu não vou deixar que isso aconteça.
Os soldados se afastaram e a blusa de Brian caiu, todos os nobres e soldados que estavam no local ficaram surpresos, Brian também não possuía a marca da família.
-Filho, você também não possui a marca, vamos precisar matá-lo agora, sinto ter que perder meu dois filhos. – disse Astaro
-Vocês não sabem de nada, a profecia dizia que aquele sem a marca iria destruir essa família inútil, mas também tem a profecia dizendo que uma única pessoa seria a salvadora desse mundo, seria ela que acabaria com a família que vocês tanto valorizam? – Brian estava calmo mesmo vendo que toda a família queria matá-lo.
-Irmão, você também não tem a marca da família? Sempre pensei que você tinha, você sempre foi tão forte.
Os soldados foram e começaram um segundo ataque, mas dessa vez Brian revidou, apareceu algumas linhas douradas em seu braço esquerdo e a própria terra se levantou formando estacas e perfurando os inimigos.
-O que é isso? – disse Astaro ao ver o que havia acontecido – Como isso pode ter acontecido? Você fez isso não foi Brian?
-Eu sou muito mais forte que vocês imaginam, eu não queira ter que chegar ao ponto de utiliza isso, porém... – disse Brian
-Irmão o que é essa marca aparecendo em suas costas? – perguntou Daniele.
-Essa é a verdadeira marca que eu e você possuímos, gravada em nossas almas... ”
Nesse momento Brian deixou as lembranças do passado pra trás, havia chegado ao local onde Daniele e Samantha estavam.
-Se você esta esperando que o seu irmão venha salvá-la, esqueça, agora ele já deve estar no outro mundo. – disse Renard
Então começaram a aparecer muitas linhas douradas no teto das catacumbas, Daniele olhou para o teto das catacumbas.
-Vocês serão todos derrotados pelo meu irmão. – Daniele diz isso sorrindo.
O teto onde estavam às linhas douradas começa a formar espinhos, em seguida eles começam a cair violentamente atingindo todos os moradores da vila subterrânea.
-O que está havendo? - disse Anami. – Quem é você? – Anami pergunta para uma pessoa que aparece.
-Eu sou Brian, o irmão dela.
-É você que esta fazendo isso? O que é isso? – pergunta Anami
-Esse é o poder da marca que esta gravada na alma dela e na minha – disse Brian se virando para mostrar a marca – a marca de Keruberosu, a fera do caos.
-Então você é um descendente do Keruberosu, esta ficando interessante, se você fizer qualquer movimento elas morrem, porém se você ficar parado você vai morrer. – disse Anami apontando uma arma na cabeça da Daniele e outra para o Brian.
-Realmente acha que pode me matar, acha que é rápida o suficiente para puxar o gatilho antes que você morra? – disse Brian.
Anami percebe que Brian esta desafiando ela a atirar, e achando isso estranho ela resolve não tirar os olhos dele, e era exatamente isso que ele queria.

1.3 Promessa


“Eu prometo, nunca vou deixar tocarem em você novamente”, essas eram as palavras que passavam na mente de Daniele quando ela percebeu o que o irmão estava fazendo, essa era à chance dela escapar, ela não podia perder essa chance, virou para a Samantha e fez um sinal para que ela ficasse atenta. Primeiro ela tentou soltar os braços, percebeu que Anami poderia perceber se ela continuasse tentando, e sabia que seu irmão não ia se mexer.
-Você nunca vai conseguir, por que não mostra do que você é capaz, venha me atacar. – disse Brian.
Daniele percebe pelo olhar do irmão o que ele quis dizer com isso, ela se deita e com um chute consegue fazer com que a arma de Anami caia, Anami fica nervosa e se esquece do Brian e aponta a outra arma para a Daniele, Brian aproveitou a situação e avançou contra a Anami, e com um movimento rotativo do corpo acertou um chute poderoso no braço que estava à arma, Anami caiu no chão e a arma foi pra longe, Brian desamarrou as duas que se levantaram, Daniele ainda estava cansada e Samantha não entendeu como ela podia estar cansada depois de dormir tanto.
-Por que ela esta tão cansada? – perguntou Samantha
-Não se preocupe com isso, vem temos que sair daqui. – respondeu Brian
-Vocês não iram a lugar nenhum! – disse Anami enquanto se levantava.
-Leve-a – disse Brian entregando Daniele nos braços da Samantha – Caso ela acorde diga que eu vou alcançar vocês mais tarde.
Samantha correu com Daniele nos braços até que chegou ao local onde havia sido capturada, enquanto isso, Brian via em Anami um inimigo poderoso e resistente, ela pegou uma terceira arma e começou a atirar contra Brian.
-Não vai conseguir me atingir com isso. – disse Brian enquanto desviava dos tiros – Elas já devem estar bem longe, desculpe Dani, mas no momento não poderei cumprir minha promessa.
Começaram a aparecer linhas douradas no braço esquerdo e ele avançou contra a inimiga, enquanto isso Samantha estava descansando quando Daniele acordou.
-Onde estamos? – perguntou Daniele
-Seu irmão mandou a gente fugir e disse que irá nos alcançar mais tarde. – respondeu Samantha
-Ele... Ele não vem. – afirmou Daniele
-Porque você acha isso?
-Há cinco anos a família em que nós nascemos foi morta por um único guerreiro.
-Um único guerreiro, parece até há historia da família Alastrem.
-Tanto eu quanto ele nascemos na família Alastrem... Eles tentaram me matar antes de eu completar treze anos, mais necessária mente na véspera do meu aniversario... Meu irmão foi quem revelou que nós não tínhamos a marca da família Alastrem. Eles tinham uma antiga historia que consideravam como uma profecia, “um dia nascerá o destruidor de Alastrem, ele não possuirá a marca da família, viverá até os treze anos sem causar problemas, depois disso matará todos da família sem piedade”, eles pensaram que eu era a criança que iria destruir eles, porém meu irmão também não possuía a marca, e antes de fazer treze anos desapareceu e eles se esqueceram dele, para disfarça isso ele voltou três anos depois trazendo com ele uma cabeça humana, até esse dia eu não conhecia meu irmão, nesse mesmo dia ele me prometeu uma coisa, ele disse “eu jamais vou te deixar, vou te proteger sempre, é uma promessa” Astaro Alastrem era o nosso pai, ele havia ficado feliz com a volta de seu filho desaparecido... – disse Daniele.
-Foi seu irmão que exterminou a família Alastrem, e isso foi para proteger você não foi?
-Sim, mas se você sentisse o ódio que surgiu quando ele começou a matança, saberia o que eu estou querendo dizer. Ele fez outra promessa no mesmo dia que aconteceu essa matança, ele disse “Eu prometo, nunca vou deixar tocarem em você novamente” e agora esta lutando sozinho, e não sabemos se ele realmente virá.
Daniele se levantou e começou a andar na direção que estavam indo antes de serem abordados pelo povo do subterrâneo, Samantha acompanhou segurando a mão da Daniele.
-Você está bem? – disse Samantha olhando nos olhos de Daniele.
Então Daniele a abraçou e começou a chorar...

Capitulo 2 – As Sete feras do caos


Brian estava parado no meio do caminho para que Anami não fosse atrás de sua irmã, porém Anami estava com suas armas novamente e ambas estavam apontadas para o peito do Brian.
-Acha que pode escapar dos meus tiros pra sempre? – perguntou Anami com o no gatilho.
-Se você acha que pode me acerta atire, tente a sorte, não garanto que você fique viva no fim dessa luta. – respondeu Brian com os olhos fechados.
-Por que um descendente de uma das feras do caos esta defendendo uma humana? – disse Anami que já estava pronta para atirar com ambas as armas.
-Eu não estou defendo qualquer humana, estou defendendo minha irmã, e você a amarrou, a machucou, mesmo que você consiga fugir dessa luta eu vou te caçar e te destruir lentamente. – disse Brian após abrir os olhos que estavam cheios de ódio.
Anami atirou sem parar na direção que Brian estava, ele desviou e foi até onde ela estava e encostou no braço esquerdo dela, Anami se afastou e começou a sentir uma dor forte no braço esquerdo, linhas vermelhas finas, quase impossíveis de se ver, começaram a tomar seu braço, então o sangue de Anami começou a sair pelos poros do braço que haviam sido abertos.
-O que você fez? Não consigo sentir meu braço! – disse Anami com desespero na voz
-Isso é simples, eu queimei seus ligamentos, nervos, o sistema de poros e também as veias e artérias, seu corpo não vai durar muito. – disse Brian
-Aonde você vai? Volte aqui e lute, coff coff! – disse Anami que havia começado a tossir sangue.
-Você não vai durar muito, se você não tivesse amarrado minha irmã. Adeus e descanse em paz.
Brian saiu correndo na direção que sua irmã e Samantha foram, Anami tentou segui-lo, mas suas pernas não estavam obedecendo a seus comandos.
-Então esse é o poder de uma fera do caos... – Anami caiu no chão e começou a queimar de dentro pra fora fazendo seu sangue ferver até que derreteu sua pele.
Daniele e Samantha estavam caminhando em direção ao único lugar que se conseguia sentir uma brisa suave e úmida, não sabiam a quanto tempo estavam no subsolo e muito menos quanto faltava para saírem dele, Daniele estava começando a ficar tonta, Samantha percebeu e propôs que elas descansassem.
-Nós... não podemos... parar ainda... – disse Daniele e depois desmaiou.
-Ei você esta bem? Esta suando muito e seu corpo esta muito quente. – disse Samantha após colocar uma das mãos no rosto de Daniele para verificar a temperatura.
Samantha colocou Daniele apoiada em uma pedra para descansar e tentou fazer com que a febre baixasse, porém seus esforços não estavam servindo de nada, o corpo de Daniele estava esquentando cada vez mais.
-O que houve senhorita Samantha? – disse uma voz vinda do caminho a sua frente
-Ela desmaiou – disse Samantha olhando para o lugar que a voz havia vindo – como você me encontrou Reinhard, bem isso não importa me ajude a carregar ela e levá-la pra fora.
Antes que ele chegasse perto das duas, Brian apareceu e golpeia Reinhard no braço.
-Você realmente não acredita que os seus seguranças não querem mais te proteger e sim te matar, foram eles que fizeram você cair nesse inferno onde você quase foi devorada pelo povo canibal que mora aqui. – disse Brian.
-Você não deveria se meter em assuntos políticos, raptar a filha de um dos políticos mais importantes da cidade, isso é muito errado sabia disso, senhor?
-Brian, Brian Keruberosu, e você quem seria?
-Eu sou o segurança da senhorita Samantha, meu nome é Reinhard Daemon, agora que tal você me explicar o porquê acha que eu vou estou junto com os traidores que tentaram matar a senhorita Samantha?
-Não acho que seja possível acreditar em você Reinhard, e pelo seu sobre nome você é igual a mim, um descendente de uma das feras do caos.
-Você sabe da existência das feras do caos, se é assim eu acho que eu devo recuar, admito que meu interesse seja somente a morte da senhorita Samantha. – ao dizer isso Reinhard se virou e foi embora.
Samantha olhou para Brian com certa curiosidade e disse:
-O que são as feras do caos?
-São sete criaturas lendárias que fazem parte das lendas desse mundo, são elas: Keruberosu, Fennikuso, Daemon, Gurifon, Drachen, Raion, Kuraaken; cada uma dessas criaturas possui um tipo de habilidade e nascem em locais e famílias diferentes.
-E você é um descendente de uma dessas criaturas, isso significa que ela também é.
-Sim e não, quando eu nasci meu poder estava incompleto, o motivo disso foi que parte do meu poder ficou no ventre de minha mãe, assim que Daniele nasceu, ela estava com a parte do poder que não estava comigo, ela possui a habilidade de cura, porém sempre que é utilizada ela fica muito cansada, agora por exemplo ela utilizou muito desse poder, ela utilizou o poder em mim, nela mesma, em você e também utilizou ele para que eu conseguisse localizar você duas.

2.1 – Vince Fennikuso


Brian levou Daniele e Samantha para fora e lá estava um garoto parecido com Brian, porém estava com uma roupa diferente e seu cabelo era loiro meio alaranjado, lembrando o fogo do sol, e seu olho parecia um sol em miniatura, carrega consigo uma espada vermelha com desenhos de chamas alaranjadas, a espada era maior que seu próprio corpo e parecia que podia se dividir em varias outras, atrás dele estava Rafael encostado em um carro.
-Você demorou Brian, por acaso estava se aproveitando por estar com duas garotas é? – disse Rafael de um jeito brincalhão
-Cale a boca Rafael, por que o Vince esta aqui, ele deveria estar verificando os locais próximos aos outros alvos que possuímos? – disse Brian enquanto caminhava para o carro.
-Dois dos alvos foram mortos pelo descendente de Daemon, parece que ele estava por trás dos ataques as famílias de políticos que estão planejando derrubar o governante corrupto. – disse Vince com um pouco de frieza.
-Vocês estão dizendo que o governante Bastion Basch esta querendo me matar, mas por que isso? – perguntou Samantha
-Ele quer que vocês morram para que possa colocar a culpa nas organizações que estão espalhadas pelo nosso país. – disse Vince
Após essa conversa todos entraram no carro e foram para a base da organização Chaos Guilt, Samantha viu que estava sendo levada contra sua vontade, mas não reagiu, tinha a impressão que eles estavam protegendo ela de ser morta.
-Samantha? – chamou Brian
-Diga.
-Sinto informa-lhe, mas no momento que você estava no parque, seu pai foi morte pelo governante e seus homens, sinto muito.
-O que? Isso não pode ser verdade, eles não podem ter feito isso.
Ao dizer isso Samantha pulou do carro e começou a correr, Brian tentou segui – lá, mas estava muito cansado.
-Fique no carro Keruberosu, Deise que eu vou atrás dela. – disse Vince descendo do carro.
-Fennikuso, só tome cuidado que eu sinto que ele ainda esta por perto, provavelmente não esta sozinho.
-Acha que eu tenho medo do Drachen? Ou do Daemon? Enquanto eu possuir a Plumis Ignis, eu serei tão forte quanto você, e pelo que eu ouvi, Daemon teve medo de enfrentar você.
-Você pode ir, mas iremos esperar por vocês aqui – disse Brian e jogou um celular que estava dentro do carro – pegue, caso precise de ajuda ligue e eu irei tentar ajudar daqui mesmo.
-Então agora veremos se é verdade o que dizem sobre você Keruberosu.
Plumis Ignis era a espada que Vince carregava consigo, ela era gigante e possuía linhas em sua lamina, linhas que mostravam os locais onde ela se dividia, no total eram 15 espadas que se conectavam formando a espada gigante, quando se separavam ficavam ligadas ao Vince, sete espadas de cada lado formando asas vermelhas como fogo, e uma única espada em sua mão. Vince foi atrás de Samantha que saiu correndo na direção de um deserto que ficava no território do governante.
Depois de andar muito Vince consegue encontrar Samantha, ela estava sentada na areia do deserto, parecia que estava passando mal por conta do calor, mais Vince sabia que não era isso, ele estava sentindo a presença de alguma coisa, algo que estava no subsolo.
-Então você esta aqui, você esta bem senhorita Blomst? – disse Vince ao chegar perto dela
-Não consigo respirar direito, o que esta havendo? – disse Samantha com desespero
-Será que o que dizem sobre as terras do governante é verdade? – Vince se levanta e pega em sua espada – pelo visto é verdade, Danmares Vermes, eles estão sugando sua vida, eu vou acabar com isso rapidamente.
Vince levanta sua espada e em seguida crava ela no chão, uma pequena onda de calor passa por debaixo da areia, em seguida Samantha consegue se levantar.
-O que você fez? – perguntou Samantha
-Queimei os Danmares, assim eles não podem mais te deixar fraca, volte para onde esta o carro, eu vou cuidar dos grandões que estão vindo.
-Grandões?
-Sim, os que estavam aqui eram filhotes, seu pais irão tentar vingar a morte deles.
Samantha corre na direção do carro, enquanto Vince se vira para o lado oposto e levanta a espada que se divide em quinze espadas, ficaram sete de cada lado e uma em sua mão, seus cabelos começaram e queimar com chamas vivas porem não mudou o formato de seu cabelo e as espadas que ficaram em cada lado se transformaram em asas de fogo, Vince levantou vôo.
-Venham e me mostrem seu poder Danmares Vermes – disse Vince apontando a espada para frente – eu vou acabar com vocês.

2.2 – As espadas do Caos e os filhos do Caos


Vince estava parado no ar com suas asas de fogo e sua espada apontada para frente, os Danmares começaram a avançar e um deles tentou engolir Vince que rodou para a esquerda como uma evasiva, quando parou o outro estava atacando da mesma forma que o primeiro, dessa vez Vince não desviou, fechou suas asas e começou a rodar, com suas asas de fogo conseguiu criar um turbilhão de fogo, que ele direcionou para atingir o Danmares e destruí-lo de dentro para fora.
Samantha havia conseguido chegar até o carro e estava cansada de tanto correr.
-Samantha onde esta o Fennikuso? – disse Brian
-Ele esta lutando contra uns bichos estranhos que ele chamou de... – Samantha foi interrompida por um cara que apareceu atrás dela.
-Danmares Vermes gigantes, acha que o Fennikuso irá sobreviver? – disse o cara
-Talvez se você olhar para traz você terá sua resposta. – disse Brian ao se sentar ao lado da irmã que ainda estava dormindo
-Como assim? – disse o cara e depois se virou para traz e nada viu
Antes que ele se virasse novamente uma espada perfurou seu peito, ele ficou com a visão embaçada ao se virar e viu Brian de pé segurando a bainha da espada.
-Quem... São vocês? – o cara olhou para baixo e uma garota com cabelos vermelhos segurando a espada que esta atravessando seu peito.
-Nós somos os filhos do caos, nascemos para destruir tudo e criar o caos, somos o Chaos Guilt! – disse Daniele e Brian em uníssono.
O cara caiu morto no chão com os olhos virados, alguns minutos depois Vince volta carregando sua espada Plumis Ignis em uma das mãos e na outra estava o corpo de um dos Danmares Vermes, a criatura era gigante, mas estava morta.
-Eu pensei que não iria acabar nunca, os Danmares estavam se recuperando muito rápido, e sem contar que eles estavam seguindo as ordens desse cara. – disse Vince.
-Essa é uma criatura incrível, olhem o tamanho, a textura da pele e as presas, com ela conseguiremos realizar as pesquisas que precisamos para desvendar o plano do governante. – disse Rafael entusiasmado.
-Quando você acordou Daniele? – perguntou Samantha ao ver Daniele segurando a espada do irmão que estava pingando sangue.
-Faz uns cinco minutos. – respondeu Daniele limpando espada na roupa do inimigo morto. – e você pode dizer por que fugiu daquele jeito?
Daniele voltou para o carro e devolveu a espada para a bainha que estava na mão de seu irmão Brian. Samantha foi até o carro e entrou esperando que Daniele esquecesse a pergunta que havia sido feita, mas Daniele ficou olhando para Samantha sem parar esperando a resposta.
-Não a force a responder Dani. – disse Brian – não fará bem para ela se sentir pressionada.
-Tá. – disse Daniele se encostando novamente no irmão.
O caminho foi longo mesmo com o carro, quando chegaram Fernanda estava aguardando que eles chegassem, ao lado dela estava uma mulher, loira e alta, com um vestido azul piscina e luvas brancas, sua expressão era de preocupação, e seus olhos verdes demonstravam uma fúria.
-Por que demoraram tanto? – disse a mulher
-Quem é essa ai Fernanda? – perguntou Brian
-Ela é nossa cliente Brian, seu nome é Teresa Kaytsak. – respondeu Fernanda
-Vejo que mesmo com o tempo que tiveram só conseguiram salvar uma das garotas que eu pedi, me desculpem, mas não vou pagar você. – disse Teresa
-Você tem certeza disso? – disse Fernanda se preparando para estalar os dedos.
Ao estalar os dedos Brian sacou a espada e ameaçou Teresa, e Vince se colocou na frente da Samantha, Teresa se afastou e outra garota apareceu, ela estava com uma espada estilo chinesa e com uma capa cobrindo o rosto, as espadas de Brian e da garota misteriosa se chocaram e soltaram faíscas, após o embate ambos se afastaram e se recuperaram rapidamente para outro embate, quando as espadas se choram novamente, Brian viu a mão da garota com um brilho estranho e se afastou rapidamente.
-Você é rápido garoto. – disse a garota.
-Você também não é nada mal, senhorita Raion.
-Então você percebeu – disse ela retirando a capa – eu sou Alanis Raion e essa é minha Aryunot Arryuts, e você quem é?
-Eu sou Brian Keruberoso, esta é minha irmã Daniele Keruberoso, e estas são nossas espada Gesshoku, Nisshoku e Neomeniae.
-Os irmãos Keruberoso, interessante isso, ainda mais que vocês possuem a espada do Caos que representa o próprio Keruberoso. E aquele ali atrás, quem é?
-Isso não é importante, vamos embora daqui agora mesmo. – disse Fernanda.
Assim que ela se virou viu que não tinha mais saída, estavam cercados por homens que seguiam as ordens dos membros da Kaytsak, Vince sacou sua espada para se defender caso fosse necessário, e Brian sacou sua segunda espada e Daniele pegou sua espada que ficava sempre com seu irmão, todos ficaram atentos para se defender caso fossem atacados.
-Vocês poderão sair se deixarem Samantha Blomst aqui com a gente. – disse Teresa com Alanis ao seu lado.
-Se recusarmos vocês irão nos matar? – disse Vince em um tom desafiador.
-Sim iremos matar todos vocês. – respondeu Alanis apontando sua espada para ele.
-Isso será muito divertido – Vince e Brian disseram em uníssono.
Após isso ambos partiram para o ataque, Vince matava os inimigos sem nem mesmo se mover, estava somente estalando os dedos, ao estalar os dedos aconteciam explosões nos corpos dos inimigos, Brian também ficou parado, se sentou na posição da lótus e encostou a mão no chão fazendo com que varias linhas vermelhas e amarelas pelo chão fazendo com que o chão desabasse ou então queimando os inimigos de dentro pra fora, Teresa estava surpresa com o que estava vendo, eles não estavam se saindo do lugar e estavam matando todos os que atacavam eles.
-Não conseguirá nem mesmo arranhar eles, se atacarem por cima serão atingidos pelo Vince, se tentarem por terra serão vitimas do Brian, não possuem caminho para atacar – disse Daniele em um tom confiante e continuou – e claro não se esqueça de mim.
Daniele desapareceu e vários inimigos caíram mortos com cortes únicos e profundos, até Teresa estava com confusa com esse acontecimento, ela não sabia o que estava realmente acontecendo, seus soldados eram treinados para vencerem todos os inimigos com facilidade, pelo menos era isso que ela acreditava.
-Quer que lutemos somente com as espadas do Caos? – disse Brian que estava se levantando – então iremos lutar somente com as espadas.
Ao dizer isso Brian sacou as duas espadas novamente e olhou fixamente para Teresa, antes de atacar Daniele com sua espada se colocou a frente do irmão, as espadas ficaram alinhadas como se fossem as cabeças de um Cérbero.
-Sabe qual a diferença entre nós Teresa, nós conseguimos utilizar a energia das feras e não temos medo disso, você parece que morre de medo de utilizá-las, sem conta que até agora só utilizamos uma pequena parte da energia das feras do caos. – disse Brian.
-Isso não me importa, vocês vão me entregar Samantha agora mesmo ou irão morrer. – disse Teresa.
-Não iremos entregar nada a vocês, até que vocês nos paguem não irão colocar as mãos na Samantha – disse Rafael
-Mesmo que paguem não vou deixar que coloquem as mãos nela – disse Brian se preparando para atacar – vocês estão dizendo que irão protegê-la, mas não param de exigir que ela fique com vocês, isso é muito suspeito pra mim.
Após dizer isso, Brian atacou com Daniele ao seu lado, o ataque cobriu uma área imensa, deixando marcas de espada e manchas de sangue no chão, quando o ataque cessou, só havia restado Alanis e Teresa.
-Esse golpe, acabou com todos os soldados que estavam aqui, isso não pode estar acontecendo. – disse Alanis que estava surpresa com a força que Brian havia demonstrado.
-Eu e meu irmão somos muito poderosos, não temos medo de matar nossos inimigos. – disse Daniele
-Vão embora, se vocês não irão pagar a quantia que havíamos combinado vocês não irão por as mãos em Samantha. – disse Fernanda
Alanis apontou a espada para ela de forma agressiva, porém Vince ficou na frente dela com a espada abaixada, mesmo com a espada abaixada ele mostrava possuir um poder incrível, as chamas da espada não se apagavam nunca, Alanis e Teresa se afastaram ao vê-lo, foram embora sozinhas enquanto Fernanda e os outros do Chaos Guilt entravam na base deles.
-O que são suas espadas? – perguntou Samantha enquanto entravam na base
-Elas são armas que possuem poder para criar o Caos com muita facilidade, somente quem possui sangue de uma das feras do Caos podem utilizá-las, e quem utiliza é chamado de filho do Caos. – disse Brian

2.3 – A Fera do Caos Desperta


Uma semana depois, Samantha já havia se acostumado com a rotina na base do Chaos Guilt, já conseguia conversar normalmente com os membros, assistia muito aos treinos diários de Daniele, acompanhava Fernanda em suas caminhadas, ria muito com as palhaçadas de Rafael, mas fazia um tempo que ela não via Vince, muito menos Brian.
-Dani, você sabe onde estão Vince e Brian? – perguntou Samantha enquanto assistia a nova amiga treinando.
-O Vince eu não sei, ele sempre acaba indo em missões sozinho, ainda não sei por que ele faz isso, meu irmão deve estar na biblioteca da base. – respondeu Daniele
-Onde fica a biblioteca?
-Fica próximo aos dormitórios, na terceira porta se não me engano, quer ir lá?
-Sim, eu quero agradecer por tudo que vocês tem feito por mim, já que agora eu sou órfã e vocês cuidam de mim tão bem.
-Não sei se ele vai te ouvir, ele vai pra biblioteca para ficar sozinho, ele as vezes prefere assim, ficar só ajuda ele a pensar na pesquisa que ele não me fala o que seria.
-Dani, eu acho melhor não irem para a biblioteca agora – disse outro membro do Chaos Guilt que havia acabo de chegar.
-Por que acha isso Layzen?
Antes que Layzen respondesse um brilho negro veio do local onde ficava a biblioteca, no ar Daniele viu as espadas do irmão indo na direção dela e ficando cravadas no chão, estavam com manchas de sangue e o cabo das espadas estava um pouco danificado, com rachaduras e sujeira. Daniele foi correndo para lá, quando chegou à biblioteca ela viu seu irmão todo machucado e com a camisa rasgada mostrando metade da marca que parecia uma tatuagem de Cérbero em suas costas, na frente dele estavam duas pessoas, um garoto que aparentava ter a mesma idade que ele e uma garota que também aparentava ter a mesma idade. O garoto estava com uma foice negra com duas laminas e a garota possuía uma espada deformada que possuía um brilho estranho na parte interna da lamina.
-Quem são vocês? – perguntou Daniele
-Dani saia daqui rápido, eles são muito fortes, estão utilizando armas rúnicas e... – antes de Brian terminar o garoto o atinge com um golpe de foice
-Esse garoto é muito inútil. – disse a garota
Daniele saiu obedecendo ao irmão, quando saiu da base todos estavam lá, somente Vince e Brian estavam ausentes, Vince estava em uma missão e Brian estava dentro da base tentando derrotar os invasores misteriosos.
-Fernanda o que esta acontecendo? Quem está atacando meu irmão? – Daniele gritou desesperada.
-Nós não sabemos, eles apareceram na biblioteca como se sempre estivessem lá, nem mesmo nossas câmeras de segurança viram quando eles entraram. – respondeu Fernanda
Antes que Daniele falasse novamente, um pedaço da parede na direção deles, Daniele pegou sua Neomeniae e cortou a parede em vários pedaços, até que a parede se tornou pó, em seguida o próprio Brian foi jogado e bateu o braço esquerdo com força no chão quebrando o braço, ele estava todo machucado, mas ainda se levantou e se colocou em posição de luta, estava sem as espadas e com o corpo todo machucado com cortes e perfurações, os inimigos estavam rindo da fraqueza de Brian.
-Você realmente é fraco, da até pena de deixar você vivo, quem sabe eu não te mato de uma vez com um único movimento de Foice. – disse o garoto se preparando para atacar Brian.
Quando o garoto atacou o sangue jorrou pelo chão fazendo uma linha curva vermelha, porém não era o sangue de Brian, era o de Daniele.
-Dani, por que você fez isso? – perguntou Brian.
-Você sempre me protegeu, e eu nunca con... segui ... fazer nad... – o sangue começou a subir pela garganta dela e descer pela boca.
-Dani... Não Dani, você não pode morrer, por favor. – disse Brian
Daniele caiu morta e com o corpo ensangüentado, o garoto que estava com a foice começou a dar risada. Brian foi até o corpo da irmã, e abraçou o seu corpo sem vida, esperava que ela retribuísse o abraço, mas ela já não se movia mais.
-Me diga seu nome garoto... – disse Brian com a voz calma como se não tivesse acontecido nada.
-Eu me chamo Alen Tenshi e ela é minha irmã Lucy Tenshi, por que esse interesse em nossos nomes agora?
-Você ouviu isso, eles são irmão assim como nós éramos maninha... pena que você morreu mana, mas não vai ficar assim – Brian olhou para os irmãos Tenshi, seus olhos estavam diferentes, estavam vermelhos como o sangue de Daniele, ele ainda estava segurando a mão da irmã quando se levantou – agora, qual de vocês eu devo destruir primeiro?
Brian soltou a mão da irmã, e avançou contra Alen que desviou, porém Brian não parou.
-Assim como eu você esteve à luta inteira impedindo que sua irmã fosse atingida, sentirá a mesma dor que eu estou sentindo! – gritou Brian com o braço direito pronto para acertar um soco em Lucy.
Lucy tentou desviar, mas ainda ficou com um arranhão em seu rosto, ela ficou confusa, pois tinha se esquivado perfeitamente do golpe, e ainda assim fora atingida. O chão começou a tremer e as espadas de Brian apareceram próximas a espada Neomeniae, Brian estava parado olhando para as espadas.
- Eu sou o filho do caos, nasci para destruir tudo e criar o caos, eu sou a encarnação da fera do Caos, em meu sangue corre a vontade e o desejo da fera, desperte grande fera, desperte Keruberoso e me de a força para acabar com meus inimigos, que a fera do Caos desperte! – após dizer isso uma aura vermelha apareceu em volta do corpo do Brian.
A aura cresceu e em seguida tomou a forma de uma besta gigante com três cabeças, então a aura desapareceu, assim como as três espadas que estavam cruzadas, Brian olhou para Lucy, que começou a sentir medo, pois os olhos de Brian mostravam o desejo de ver o sangue dela jorrando pelo chão e tingindo a roupa dela de vermelho.
-Diga adeus para sua irmã. – disse Brian antes de desaparecer.
Após alguns minutos, o braço de Lucy caiu próximo ao pé de Alen, quando ela percebeu o sangue jorrou violentamente, em seguida Brian apareceu atrás dela, com a Neomeniae em sua mão direita, sua mão esquerda estava cheia de sangue, Lucy caiu no chão e sentiu o aço da espada em seu pescoço, Brian iria executá-la a sangue frio, mas desistiu guardou a espada e foi embora levando o corpo de Daniele.
-Irmã você esta bem? – perguntou Alen
-Ainda estou viva, vamos sair daqui preciso me regenerar rápido. – respondeu Lucy
Ambos desapareceram e ficou somente Fernanda, Rafael, Layzen e Samantha, estavam tristes pela perda que tiveram.
Após alguns dias Vince chegou da missão, a base estava em pedaços, ele não achava ninguém, andou por todos os lados sem achar ninguém, até que encontrou Rafael e foi correndo até ele.
-O que houve aqui Rafael? – perguntou Vince
-Fomos atacados por um inimigo desconhecido, ele matou muitos dos membros, e mataram Daniele. – respondeu Rafael
-Ela foi morta... Como Brian esta com isso?
-Ele esta desaparecido, foi embora levando o corpo da irmã e não sabemos onde ele está Layzen esta procurando ele, mas até agora não temos noticias nenhuma.
-Eu posso imaginar como ele está, perdeu a sua única família.
-Não foi só isso, o poder dele mudou, chegou até a mostrar uma aura no forma de uma besta de três cabeças.
-Isso significa que o Keruberoso despertou por completo no Brian, será que ele agüenta tanto poder?
-Ele não matou nenhum dos inimigos que estavam aqui, deixou ambos irem embora.
-Estranho...
Vince saiu andando tentando entender o que estava acontecendo, “Brian sempre foi calmo, perder o controle não era normal para ele”, isso era o que Vince estava pensando.

Capitulo 3 – Gesshoku, Nisshoku e Neomeniae


Passaram-se quatro anos desde a morte de Daniele e o desaparecimento do Brian, o governante havia sido assassinado por alguém e Samantha por ser a ultima filha de um dos políticos mais influentes do País se tornou a nova governanta, os servos do antigo governante, Daemon e Drachen estavam desaparecidos e ninguém tinha noticias sobre eles ou sobre qualquer ataque realizado por eles, os irmãos Tenshi ainda estavam vivos e freqüentemente tentavam assassinar Samantha, mas Vince havia sido designado para protegê-la até que fosse seguro para ela andar sozinha novamente.
Um garoto de sete anos estava brigando com sua irmã.
-Para! – gritava a irmã
-Você não quis me entregar à bola, agora você me diz que ela está lá em cima do telhado dessa casa, você é muito idiota.
-Que tal se vocês pararem de brigar. – disse um cara que estava com uma capa cobrindo o rosto
-Se ela pegar minha bola eu paro de brigar.
-Aqui sua bola garotinho – disse o cara com capuz e em seguida continuou – não fique brigando com sua irmã, você não sabe o que pode acontecer amanhã ou depois, ela pode não estar mais com você no futuro.
-Eu acho que entendi, obrigado por pegar minha bola, vamos Vanessa! – disse o garoto chamando a irmã para irem brincar
O cara com capuz continuou seu caminho estava seguindo para norte na cidade, chegou até um cemitério que estava aberto, algumas pessoas entravam e saiam constantemente, todas haviam perdido alguém nos últimos dois anos.
-Você podia ter esperado mais para se sacrificar por mim, agora eu não tenho mais ninguém ao meu lado. – disse o cara com capuz que estava parado em frente a uma lapide sem nome.
-Você sabe quem esta enterrado neste tumulo sem nome? – diziam às pessoas que passavam por ele.
-Dizem que é um demônio que morreu, e esse garoto sempre vem para o cemitério e fica sempre no mesmo tumulo, será que ele também é um demônio?
-Vê o que dizem sobre nós, que somos demônios – disse o garoto para a lápide.
-Ele esta conversando com a lápide, será que ele é louco? Ou tem algum problema mental?
As pessoas não paravam de falar sobre esse assunto, com o tempo o assunto chegou aos ouvidos da Samantha que pediu que os membros do Chaos Guilt verificassem.
Fernanda e Rafael foram até o cemitério e ficaram andando até encontrarem a lapide sem nome, eles ficaram olhando as pessoas que entravam e saiam do cemitério, mas o garoto com o capuz não aparecia, enquanto isso na casa de Samantha, os guardas estavam caídos em poças de sangue, todos estavam mortos, o garoto com o capuz chegou ao local e avançou pelos corpos dos soldados, atrás dele estava três cães, cada um de uma cor diferente.
-O que vocês acham que fez isso? – disse o garoto para um dos cães
Um dos cães balançou a cabeça como se desprezasse o cheiro que tinha naquele local.
-É eu também não gosto desse cheiro, é o mesmo daquele dia. Vamos entrar, provavelmente é um conhecido que está ai dentro.
Ao entrar os cães começaram a rosnar para um garoto que estava parado na escada, ele estava com uma foice e se vestia de preto.
-Ola Alen Tenshi
-Veja só quem esta aqui, se não é o covarde que fugiu da luta que estávamos tendo há quatro anos, e agora você possui cachorros que bonito qual o nome deles? Algum deles tem o nome da sua irmãzinha, senhor Brian Keruberoso?
-Ataque Neomeniae
Um dos cães atacou furiosamente, ele era branco e muito grande, além de rápido, tinha um olhar sanguinário, Alen conseguiu evitar os golpes, mas não conseguia revidar.
-Esses cães, são as espadas, Gesshoku, Nisshoku e Neomeniae, cada um deles possui um dos poderes da fera do Caos Keruberoso, acha que pode vencer aquele que era a espada da minha irmã? – Brian havia sentado em um banco enquanto dizia isso.
Alen estava começando a ficar cansado, então uma espada deformada cai e bloqueia o ataca do cão.
-Veja só, agora temos os nossos alvos em um único lugar, eu pensava que vocês iriam desistir de atacar Samantha, ainda mais depois de um de vocês ter sentido a dor de perder um braço. – disse Brian se levantando e esticando a mão direita – agora acho que esta na hora de vocês provarem o verdadeiro poder que eu possuo, e também sentirem na pele a lamina da minha espada Caelum et Infernum.- um fogo se formou em sua mão e uma espada apareceu, possuía dois gumes, um era vermelho, o outro era azul, seu cabo era parecido com o da espada de Vince, porem a proteção tinha a imagem de três cabeças de cachorro.
Brian avançou contra Alen e atacou com um corte na diagonal, Alen se afastou para contra-atacar, mas foi atingido por um segundo golpe realizado por outra espada que havia aparecido de repente, Alen olhou melhor e percebeu que um dos cães havia desaparecido.
-Está confuso? Essa é a mesma espada que você pensou ter destruído, essa é a minha Gesshoku, sua sorte que eu não quero te matar ainda, me diga pra quem vocês trabalham?
-Isso não te importa – disse Alen avançando para o ataque.
Brian desviou do ataque e contra-atacou com o Gesshoku, em seguida foi até onde Lucy estava e fez um pequeno corte em seu rosto.
-Se você não quer me dizer Alen, vou perguntar para sua irmãzinha, e então pra quem vocês trabalham?
-Não vou dizer – disse Lucy tentando atacar Brian que se defendeu com a Caelum et Infernum.
-Seu nome é Lucy não é? – perguntou Brian
Lucy balança a cabeça de forma positiva.
-Alen vou lhe dar uma escolha, você pode me dizer pra que vocês trabalham ou eu posso matar sua irmã de forma lenta e dolorosa.
-Não! Eu vou dizer, trabalhamos para o Reinhard Daemon e para o Adrian Drachen, eles que mandaram matar você e também destruir o Chaos Guilt há quatro anos.
-Isso é muito interessante – disse Brian retirando a espada do pescoço de Lucy – como eu disse vocês podem ir.
Lucy foi correndo para perto do irmão, mas antes de chegar nele teve sua perna cortada superficialmente e caiu.
-O que você está fazendo? – gritou Lucy
-Vocês mataram minha irmã, acham mesmo que eu vou deixar vocês saírem vivos daqui. – disse Brian calmamente
Brian começou a caminha na direção que estava Lucy, ao chegar ele levantou a espada e disse:
-Achava mesmo que poderiam sair daqui inteiros?
-Você havia falado que iria deixar nós irmos embora se eu falasse pra quem trabalhamos! – gritou Alen
-Hahaha! Se forem embora serão mortos pelo Adrian ou pelo Reinhard, agora lhes dou outra escolha.
-E qual seria essa outra escolha? – disse Lucy
-Eu mato vocês aqui ou deixo vocês viverem e serem mortos por Daemon e Drachen, a escolha é de vocês.
Antes que eles respondessem alguns passos começaram a vir do andar de cima.
-Quem está ai embaixo? É você Vince? – disse Samantha que estava descendo
-Vou acabar com vocês depois, por hora eu vou embora. – Brian e os cães saíram pela porta e foram embora deixando os irmãos Tenshi caídos no chão.
-Vocês! Guardas os prendam agora! – gritou Samantha ao ver os dois Tenshi no chão.
Os guardas levaram os dois para a prisão, onde eles ficaram em uma mesma cela, e eram vigiados dia e noite.
-Será que aqui estaremos a salvo do Brian ou dos nossos chefes? – perguntou Lucy ao irmão
Antes que Alen respondesse, um cão apareceu.
-Vocês não gostam mesmo de mim. – Brian apareceu na cela ao lado do cachorro
-Como você entrou aqui? – perguntou Alen
-Não nós não gostamos de você nem um pouco, você esta nos torturando e não senti pena de nós? – disse Lucy
-Bem, acho que a brincadeira acabou então, agora a verdadeira questão é, vocês seriam capazes de matar quem mandou vocês me matar?
Alen e Lucy se olharam e antes que respondessem Brian já não estava mais lá, um guarda apareceu na entrada da cela, ao seu lado estava Fernanda, Rafael e Vince, eles olharam para os irmãos Tenshi e pediram para o guarda que soltassem eles. Eles levaram os irmãos Tenshi para uma sala lacrada.
-Quem lutou contra vocês? – perguntou Vince
-Vocês não sabem? Hahaha! – respondeu Alen
Rafael sacou uma pistola e mirou na cabeça de Alen.
-Você vai parar com a gracinha e responder as nossas perguntas, entendeu? – disse Rafael de forma ameaçadora
-Entendi... – respondeu Alen